Bem vindo(a) ao CENAPRO - Centro de Ensino e Aperfeiçoamento Profissional
 
 
 
 
 
  
NOTÍCIAS

18/01/2021
Análises Clínicas
Teste molecular para detecção de intolerância à lactose
O teste de intolerância lactose genético oferecido pelo DB Molecular analisa, por meio de métodos moleculares avançados, variações presentes no gene da lactase (LCT) e em sua região promotora (MCM6), 22018 G>A e 13910 C>T respectivamente

Muito tem se falado nos últimos anos sobre a intolerância à lactose e a alergia à proteína do leite de vaca (APLV), o assunto ganhou destaque devido ao aumento de pessoas com uma dessas condições, o Ministério da Saúde estima que cerca de 70% dos adultos brasileiros já sofreram algum tipo de desconforto com a ingestão de lactose.

A intolerância à lactose se dá pela redução ou ausência da atividade da enzima lactase, o que leva a condição chamada de hipolactasia, a qual pode se manifestar de três formas: congênita, primária e secundária.

A forma congênita da doença é a mais rara delas, segundo Isabella Ortiz, Especialista de Produto do DB Molecular, o tipo congênito é aparente na primeira semana de vida. “A intolerância à lactose, quando aparece de forma congênita, é decorrente de uma desordem autossômica recessiva, resultando na ausência de atividade da lactase no organismo, nesses casos o consumo de qualquer quantidade de lactose é perigoso levando à uma diarreia infantil, que pode evoluir para  uma desidratação severa.”, confirma a especialista.

Já a forma primaria é geneticamente modulada e é resultante do declínio fisiológico da atividade enzimática da lactase, essa redução de atividade é gradual e associada à interação entre genes e hábitos alimentares. A forma primária da intolerância à lactose costuma-se apresentar-se mais no início da fase adulta. Já a forma secundária manifesta-se em decorrência de anormalidades na fisiologia do trato gastrointestinal, onde o intestino deixa de produzir adequadamente a lactase por conta de algumas doenças, cirurgias ou injúrias, como no caso de doenças celíacas, doença de Cronh, enterite entre outras.

Outra diferença entre a intolerância à lactose primária e secundária está no tratamento. No caso da primária o paciente deve modificar sua dieta para ter poucos ou nenhum alimento com lactose, ao longo da vida, ou ainda administrar lactase antes de refeições que contenham esse tipo de açúcar. Já pacientes com a forma secundária, após esclarecimento da causa inicial, o tratamento se faz necessário até que o epitélio intestinal se regenere.

O diagnóstico

Os desconfortos associados a intolerância à lactose geralmente são muito semelhantes a outros tipos de problemas gastrointestinais, portanto um diagnóstico baseado apenas nos sintomas é muito difícil e não recomendado. A investigação desta condição normalmente inclui uma ou mais provas funcionais, como o teste oral de intolerância à lactose ou o teste do hidrogênio expirado, neste caso o paciente ingere uma quantidade determinada de lactose e o aumento da glicemia é acompanhado durante algumas horas, é muito comum que durante o processo do exame o paciente apresente desconfortos e, segundo a Especialista de Produto Isabella, há uma chance de 20% de erro devido a variação individual de metabolização do açúcar.

Para a especialista, uma excelente alternativa seria o teste genético: “O teste genético para a intolerância a lactose possui uma alta correlação com as provas funcionais e é considerado uma importante ferramenta no diagnóstico diferencial da condição, apresentando elevada sensibilidade e especificidade ao predizer com alta probabilidade se um indivíduo é ou não intolerante à lactose”, afirma Isabella.

O teste de intolerância lactose genético oferecido pelo DB Molecular analisa, por meio de métodos moleculares avançados, variações presentes no gene da lactase (LCT) e em sua região promotora (MCM6), 22018 G>A e 13910 C>T respectivamente, responsáveis pela persistência da atividade da lactase. A análise isolada do gene MCM6 é mais indicada para adolescentes e adultos e a análise LCT para recém-natos com quadros gastrointestinais graves. Já a análise combinada do gene MCM6 com a análise do LCT é mais indicado para crianças e adultos para um diagnóstico diferencial de problemas gastrointestinais persistentes.

O teste genético se diferencia dos outros pela facilidade da coleta, pois não é preciso que o paciente faça jejum e nem a ingestão da lactose.  Não causa qualquer desconforto antes, durante ou após a coleta. O exame pode ser feito via coleta de sangue periférico ou swab oral (saliva) e está disponível em laboratórios parceiros do DB Molecular.

LabNetwork

« Voltar
  
 
Desenvolvido por:
Centro de Ensino e Aperfeiçoamento Profissional - CENAPRO
CNPJ: 020.149.945/0001-87 - ANANINDEUA/PA
Fone: (91) 3223-9322 / Claro (91) 98423-3611 / Tim (91) 98309-5846
Sistema Antistress: