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NOTÍCIAS

10/07/2018
Saúde - Informação
Cancro retal: recomendações atuais não aumentam a sobrevivência dos doentes mais jovens
Estudo publicado na revista “Cancer”
Os resultados de um novo estudo sugerem que a doença com início precoce e com início tardio podem diferir em termos biológicos e de resposta ao tratamento. Mais concretamente, acrescentar quimioterapia e radioterapia à cirurgia não prolonga a vida desses doentes.
  
A incidência global do cancro retal está a diminuir nos doentes com mais de 50 anos, provavelmente devido a uma maior adesão ao rastreio. Contudo, há um aumento desproporcional na incidência de cancro retal em doentes com menos de 50 anos. Além disso, a taxa de mortalidade por cancro retal entre os doentes mais jovens aumentou nas últimas décadas.
 
As orientações atuais – que recomendam a combinação de quimioterapia, radioterapia e cirurgia para o cancro retal nos estadios II e III – são baseadas predominantemente nos dados de doentes com mais de 50 anos. Para examinar o que acontece com os doentes mais jovens, uma equipa da Faculdade de Medicina da Universidade da Florida, liderada por Atif Iqbal, examinou as informações relativas ao período 2004-2014 da base de dados do National Cancer, tendo analisado os dados de 52.529 doentes.
 
A equipa descobriu que os doentes com cancro retal e menos de 50 anos representam um grupo único. “Os nossos resultados apoiam a ideia de que o cancro retal em doentes mais jovens pode ser biologicamente diferente do de doentes mais velhos e ter uma resposta diferente ao tratamento, à semelhança do que já tinha sido demonstrado para o cancro do cólon”, afirmou Atif Iqbal. “Estes resultados podem ajudar a estimular propostas para futuros ensaios de investigação focados na população mais jovem.”
 
No editorial que acompanha o estudo, Matthew Kalady, da Cleveland Clinic, salienta que estes resultados ressaltam a importância da avaliação contínua das abordagens de prevenção, rastreio e tratamento do cancro colorretal. “Este artigo deve servir de alerta para os médicos que tratam doentes com cancro retal e para os que fazem as recomendações de tratamento e rastreio”, escreve. Ele assinala que o estudo não aborda outros fatores importantes para os doentes com cancro retal, como a recorrência local e a sobrevivência livre de doença, sendo também necessários outros estudos para avaliar a interação de fatores como dieta, atividade física e obesidade, genética subjacente e micróbios intestinais.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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